Je suis Charlie

Cartunistas homenageiam vítimas de ataque à revista francesa

Fonte: Portal UOL.

Hoje, 7 de janeiro de 2015, o mundo viu a barbárie onde três terroristas mataram 10 jornalistas e 2 policiais em Paris. O motivo era a liberdade de expressão empregada pelo jornal satírico francês Charlie Hebdo. Depois que este ato sangrento ganhou a manchete dos jornais, sites, TVs, rádios e revistas. Um gesto sem precedentes tomou conta deste planeta, mais de 100 mil franceses foram as praças de cidades como Paris, Toulose, Nice, Nantes, Marseille e Lyon com uma única frase em suas mãos: “Je Suis Charlie” (Eu sou Charlie).

Quando se pensa que a liberdade de expressão estaria morta. O gesto destes 100 mil franceses e outros defensores da liberdade ganha pulso e força contra o extremismo. A coragem de um teclado, de uma máquina de escrever ou de uma simples caneta força uma reação onde todos querem preservar o direito de falar, escrever, comentar e fazer piadas em um mundo onde as loucuras humanas tomam conta de seres humanos que buscam utopias estúpidas e incapazes de abrir suas mentes para uma realidade.

A liberdade é um valor tão caro aos franceses que lutaram por isso durante vários períodos em sua história. A criação de Charlie Hebdo foi uma resposta a um gaulismo e seu ranço autoritário. O jornal semanal não abaixou a sua cabeça em momentos como o conservadorismo de Georges Pompidou. O solteirismo Valery Giscard D’Estaing. O socialismo de François Mittiterrand. As puladas de cerca de Jacques Chirac. O personalismo de Nicolas Sarkozy e a baixa popularidade de François Hollande.

Muitos avaliam que hoje foi um 11 de setembro para a imprensa. Mas como a reação norueguesa aos ataques de 2011, onde uma população e um governo defenderam a democracia com força contra o extremismo. Os franceses não vão abandonar seus valores por medo de enfrentar um inimigo que não teme a morte. A melhor resposta a este tipo de comportamento é não abandonar nossos hábitos ou fazer perseguição contra aqueles que possam ser uma possível ameaça, mas que são moderados e não merecem pagar os pecados do preconceito alheio.

As mortes de Stéphanne Charbonnier (Charb), Jean Cabut (Cabu), Georges Wolinski (Wolinski), Bernard Vilhacs (Tignous), Bernard Maris, Philippe Honoré (Honoré), Frédéric Boisseau, Frank Brinsolaro, Ahmed Berabet, Michel Renaud e Mustapha Ourrad entrarão para história como mártires da liberdade que a França sempre defendeu. O mundo não pode esquecer estes nomes como forma de fazer justiça de aqueles que sempre queriam rir deste planeta louco com um simples traço de humor e caneta.

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