Aceh

Em época de fim de ano, sempre temos que ficar de plantão para caso algo ocorra e logo mobilizar forças para contar as histórias de uma tragédia, revolução e afins. Eu tinha 16 anos e meu primeiro movimento com pombo correio foi acompanhar a tragédia do Tsunami que atingiu os países do oceano Índico como Sri Lanka, Tailândia e Indonésia. Este que vos escreve tinha o sonho de ser jornalista. Mas tinha um pensamento de como um mundo tão complicado em sua geopolítica pode ajudar as vítimas de um desastre natural.

Naquele 26 de dezembro de 2004, o mundo viu o impacto de um tsunami nunca antes visto. As emissoras de TV estavam apostas aos acontecimentos por toda a região e enviando seus repórteres para conter uma história trágica. A preocupação do mundo é como socorrer tais habitantes desamparados por governos ou que viviam em uma região de conflito como a província indonésia de Aceh ou o norte do Sri Lanka controlado pelo movimento separatista Tigres Tâmeis, que foi derrotado em 2009.

As imagens de aviões cargueiro sendo carregados de suprimentos de comida, água e remédios indo em direção a Ásia era uma forma de socorrer tais vítimas. Ao mesmo tempo, as imagens de corpos apodrecendo ao longo dos dias sem ter uma preservação cuidadosa era constante. Muitas famílias perguntavam sobre seus entes queridos, mas não sabiam se eles estavam mortos ou desaparecidos. O mundo queria criar um sistema de prevenção a este tipo de catástrofe de proporções humanitárias.

Aceh foi o epicentro do terremoto que virou tsunami. Uma região que vivia sob um intenso conflito separatista. Para a população local, a onda gigante era uma punição de Alá contra os pecados cometidos pela mesma. Tanto que a província vive sob a lei religiosa, a sharia. A guerra cívil que ocorria na região foi terminada via um acordo de paz entre os separatistas e o governo. Desde de então, Aceh vive um boom econômico e foi reconstruída com financiamento de ongs internacionais.

O tsunami nos ensinou como entender o mundo e agir rápido para ajudar as vítimas de desastres naturais. Tanto que o sistema de monitoramento de terremotos e maremotos foi criado e foi útil no desastre natural no Japão em 2011. O planeta percebeu que não é apenas uma questão de ter uma boa infraestrutura, mas sim ter um senso de comunidade entre os habitantes para evitar que uma tragédia ocorra novamente. Mas será que o planeta terra está preparado para isso novamente?

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