As vítimas do fanatismo.

Nessa semana, o mundo foi testemunha de dois ataques terroristas. O cerco de 17 horas de um café no centro da cidade australiana de Sydney feito por um clérigo e que ele e mais dois reféns foram mortos durante o resgate feito por forças especiais australianas e um ataque terrorista feito pela versão paquistanesa do grupo radical Taliban a uma escola comandada pelo exército que matou 148 pessoas incluindo crianças, professores e adultos. A pergunta que fica é que o mundo está perdendo a luta contra o terrorismo.

A Austrália está chocada por ser palco de um ataque feito por um clérigo em dia de fúria contra aqueles que julgava ser a vergonha do mundo. Tanto que ele era um refugiado político que estava no país há mais de 20 anos. O temor do primeiro-ministro Tony Abbott se concretizou de forma brutal. O premiê permitiu a abertura de um inquérito para investigar as mortes ocorridas durante a operação de resgate. Mas ele não mudou a sua posição de apoiar a coalizão que combate o grupo terrorista Estado Islâmico.

Enquanto isso o Paquistão enterra as vítimas de um atentado terrorista cruel e covarde contra crianças que apenas exerciam o direito de estudar. O trauma foi tão grande que o primeiro-ministro Nawaz Sharif anunciou a suspensão da moratória da pena da morte no país que vigorava desde de 2008. As famílias enterram seus entes queridos com o coração destruído e com desejo que o grupo terrorista Taliban seja combatido pelas forças militares como uma forma de dignificar a memória de 148 pessoas que queriam um futuro melhor.

A luta contra o terrorismo vai ser a essência destes governos. Sharif e Abbott podem dar uma carta branca para que as forças de segurança possa iniciar uma caça a aqueles que planejaram estes atos bárbaros contra a população. A adoção de um discurso duro contra os fanáticos que usam palavras de uma religião como forma de justificar as suas agressões contra aqueles que consideram infiéis e impuros tem que ser repelida de maneira correta e sem excessos que possa ser usados no combate a isso.

Maior derrota do fanatismo é quando uma população não muda seus hábitos por medo. Mas deseja evitar perseguições contra aqueles que vivem a sua vida de forma correta, mas que possam ser confundidos com um terrorista por ter a mesma religião do que o mesmo. Os australianos e paquistaneses podem ir as ruas contra está barbaridade promovida pela interpretação equivocada e radical de um livro sagrado. Mas Sydney continuará com a sua vida agitada e Peshawar vai manter suas escolas abertas como uma forma de responder a brutalidade insana do terrorismo.

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