Black Wednesday

As crises econômicas são uma forma drástica de conter os erros cometidos por governos, mercados e afins. Isso aconteceu em 16 de setembro de 1992, quando a economia britânica entrou em colapso após um dia turbulento na bolsa de valores, com direito a aumentos repentinos na taxa de juros para tentar conter a luta entre Downing Street e os especuladores como o americano de origem húngara George Soros, que apostou na desvalorização do pound (moeda britânica) para ganhar mais de 1 bilhão de dolares.

Tudo começou em 1990, quando o então Chancellor of Exchequer John Major convenceu a primeira-ministra Margaret Thatcher que o Reino Unido deveria se juntar o ERM (Exchange Rate Mechanism), um mecanismo que controlava as taxas de câmbio do continente europeu. Isso era ancorado pelo Deutsch Mark, a moeda da Alemanha como parâmetro de política econômica poderia ser adotada por outros países-membros da União Europeia. OERM trouxe uma estabilidade econômica ao Reino Unido que viveu uma era de crescimento e inflação baixa.

Mas a sorte iria mudar por causa dos problemas alemães com os custos da reunificação. Como o Bundesbank ( Banco Central Alemão) precisava aumentar as taxas de juros para se recuperar do impacto da unificação. Isso pôs uma grande pressão em países como a Espanha e Itália. Sabendo desse fato, o primeiro-ministro John Major afirmou que não haveria a desvalorização do Pound. Mas seu Chancellor, Norman Lammont pediu para que o presidente do Bundesbank abaixasse os juros para evitar uma catástrofe. Mas ele não ouviu os apelos de Lammont

Os rumores de uma desvalorização do Pound corriam pelo mundo. No dia 16 de setembro de 1992, o mercado pedia mudanças na política econômica britânica. Para conter a queda livre da cotação da Libra, o Bank of England comprou mais de 2 bilhões de libras para conter tal derrubada. Mas o preço não era controlado. Então, o Reino Unido anunciou o aumento da taxas de juros para 12%, Mas o estrago já estava feito. Os britânicos queriam uma explicação de Major sobre isso.

Ás 7:40, depois de uma reunião entre Major e a cúpula do partido conservador formada por secretários como Douglas Hurd (Relações Exteriores), Ken Clarke ( Interior) e o influente Michael Heseltine. Eles decidiram que o Reino Unido iria sair do ERM como forma de conter a desvalorização do Pound. A decisão foi anunciada por Lamont. Ao final daquele dia que seria conhecido como Black Wednesday, os britânicos rejeitam qualquer tipo de controle vindo da União Europeia. Assim começou as rusgas entre Londres e Bruxelas em uma quarta-feira negra.

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