As reformas de Macron

Em tempos de crise, sempre aparece um ministro da economia com suas propostas impopulares, mas que são a única solução para tirar a nação da situação econômica que vive. Este foi o papel do titular francês da pasta, Emmanuel Macron, que propôs uma nova lei para reformar a estagnada França de seu histórica rota de baixo crescimento econômico desde da apocalíptica catástrofe financeira de 2008 e as atrapalhadas medidas econômicas adotadas pelo presidente socialista François Hollande em 2012.

Entre as medidas estão:

  • Permite que o comércio trabalhe aos domingos por 12 vezes ao ano em zonas turísticas ou rentáveis economicamente.
  • Desregulamentar profissões como advogados e farmacêuticos.
  • Privatizar as rotas de ônibus.

Tais medidas foram apresentadas por Macron e defendidas pelo primeiro-ministro Manuel Valls. O ministro da economia defende que tais reformas vão permitir um crescimento da economia francesa e controlar o deficit fiscal que está fora da meta de 3% do PIB, norma estabelecida no tratado de Maastritch, que criou a união monetária europeia, o euro e o pacto de controle orçamentário da União Europeia que foi ratificado pela França em dezembro de 2011 como forma de conter a crise da eurozona.

Emmanuel é um filósofo que tem uma carreira bem-sucedida no mercado financeiro. Ele foi chamado por Valls após a briga entre o primeiro-ministro e o então ministro da economia, Arnaud Montebourg. Manuel já afirmou que tais reformas são controversas até mesmo entre os socialistas. Com a perspectiva que François Hollande não irá disputar a reeleição em 2017 caso o desemprego não caia de ritmo. Valls e Montebourg emergem como principais candidatos a sucessão do presidente socialista.

Macron pode ter passado pelo batismo de fogo ao apresentar seu projeto de reforma da economia. A proposta está sendo chamada de Lei Macron. Mas tal projeto não toca em pontos importantes como cortes de subsídios agrícolas ou mudança na jornada de trabalho de 35 horas semanais. Os sindicalistas podem fazer greves gerais contra as mudanças propostas por Emmanuel. A oposição conservadora criticou o mesmo. A França terá longas semanas para decidir se Lei Macron vai salvar a república de Marianne.

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