Stamp Duty

Hoje, os britânicos ficaram atentos as palavras ditas pelo chancellor of exchequer (equivalente a ministro das finanças) George Osborne na Autumn Statement, o momento onde Osborne revela a perspectiva do governo britânico para a economia. Ele anunciou medidas como a extinção da Stamp Duty, um imposto que incidia sobre os imoveis e além de taxar o lucro de empresas estrangeiras, o Google Tax, para evitar uma evasão fiscal com remessas de lucros para países que não cobram uma taxa sobre o mesmo.

Este foi último plano econômico feito pela coalizão entre liberais-democratas e conservadores antes das eleições gerais de 7 de maio de 2015. Tanto o conservador Osborne quanto o liberal-democrata Danny Alexander tiveram o cuidado de fazer um esboço do futuro econômico do Reino Unido baseado em cortes de gastos e aumento de impostos para conter o deficit fiscal que o país tem. Isto é 6.5% do PIB. A meta é chegar a 3% do Produto Interno Bruto durante o próximo parlamento que irá assumir depois do pleito.

Para a oposição trabalhista como o shadow chancellor Ed Balls que durante o Autumn Statement; afirmou que Osborne não conseguiu equilibrar os livros. Em português claro, ele quis dizer que o chancellor não teve exito em equilibrar as contas públicas desde 2010, quando Osborne assumiu o cargo no nº 11 da Downing Street. O grande problema de Balls é que a economia está crescendo acima da média europeia. Tanto que o governo anunciou um aumento de gastos na saúde e na infraestrutura dias antes do Autumn Statement.

A batalha entre conservadores e trabalhistas continua sendo travada no campo econômico. Isto reforça o clima que a stiuação econômica vai mal na visão trabalhista por causa da crise do custo de vida. Os conservadores anunciam o congelamento de impostos nos combustíveis. A extinção da Stamp Duty foi até elogiada pela oposição por reduzir os valores de imóveis. As eleições de 2015 mostraram uma economia que se recupera, mas que vive em constantes problemas.

No último Autumn Statement da coalizão Tory-LibDem. Osborne atuou como um Winston Churchill, o lendário primeiro-ministro britânico que liderou o país durante a segunda-guerra mundial. As palavras honestas, duras e sóbrias mostravam um ser que sabia das reais condições do mundo em tempos conturbados. O chancellor foi capaz de dizer aos britânicos uma perspectiva econômica onde o Reino Unido possa sair da crise de 2008. Mas isso vai ser realmente comprovado nas eleições gerais de 2015.

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