A despedida de Gordon Brown

Quando um político anuncia sua saída, os analistas políticos fazem uma longa análise sobre a carreira deste ser. Isso vai acontecer nos jornais britânicos com a notícia da despedida do ex-primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown. Após 31 anos como MP pelo distrito de Kirkcaldy and Cowdenbeath. Brown foi Shadow Chancellor, Chancellor of Exchequer e premiê entre 2007 e 2010. Ele anunciou que irá dedicar a sua vida a caridade e ao seu cargo como enviado especial da ONU para a educação.

Gordon Brown foi uma figura influente na formulação do New Labour, uma nova doutrina do partido trabalhista que permitiu a volta ao poder depois de 18 anos através de um político carismático como Tony Blair.  Brown foi capaz de construir uma nova ideologia onde o mercado era visto como a única forma de dar suporte aos trabalhos do estado como o sistema de bem-estar social além de verbas na saúde e educação. Este novo dogma foi capaz de derrotar os conservadores que permaneceram no poder de 1979 a 1997.

O New Labour foi uma resposta ao thatcherismo, a doutrina econômica adotado pela primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher. Brown ascendeu na sua carreira política em 1983. Quando os trabalhistas sofreram a sua pior derrota sob a liderança de Michael Foot. O partido iniciou um período de reformas feitas pelo novo líder Neil Kinnock. A modernização das ideias sociais-democratas foi importante para substituir o ideário de um estado intervencionista defendido por Foot.

Com a derrota de Kinnock para o primeiro-ministo conservador John Major em 1992 fez que Gordon Brown fosse alçado ao cargo de Shadow Chancellor. Ele foi um contraponto ao ministro das finanças conservador Norman Lammont quando viu que o Reino Unido teve que sair do ERM, o mecanismo de taxas de câmbio do países da comunidade europeia pelo fato do pais quebrar no dia 16 de setembro de 1992, o dia que ficou conhecido como a quarta-feira negra ou Black Wednesday. Isto lhe permitiu formular uma nova política econômica.

Com a morte de John Smith e a ascensão de Tony Blair permitiu que Brown fosse uma eminência parda na condição de Chancellor of Exchequer.  Conseguiu levar o Reino Unido a prosperidade. Como primeiro-ministro, teve que administrar a crise econômica. Mas não conseguiu se reeleger por causa de seu temperamento explosivo. Agora, Brown pode se dedicar a caridade e ao cargo de enviado especial da ONU para a educação. Mas podemos dizer que ele foi uma figura influente na história política britânica nos últimos 30 anos.

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