A Europa versus Google

O Google é uma gigante da tecnologia. Uma empresa que começou como um simples buscador de informações agora oferece serviços como o Google Earth, Google Street View e afins. Orgãos que regulam a competição no mercado de tecnologia estão tentando uma forma de conter um monstro que não tem um herói para enfrentar. Hoje, o parlamento europeu votou uma moção onde pedia a divisão do conglomerado americano como foi feito com a Microsoft em 2000, que teve vender separado o pacote Office do Windows.

Mas como seria um Google sem o buscador. O site é uma fonte de receita essencial para financiar as outras empreitadas da companhia como o Google Glass. Uma eventual separação do mesmo pode ocasionar uma reinvenção da companhia para tentar atender a demanda dos orgãos reguladores. Os eurodeputados estão preocupados como uma eventual oligopólio da informação que possa ser feita por Google, Facebook, Twitter e outras gigantes do mercado de tecnologia. A proposta permite uma competição no setor.

A preocupação dos europeus é sentida dentro do fato do Google ser uma empresa americana. A regulação da internet é uma luta ferrenha no congresso americano, que discute uma nova lei sobre a neutralidade da rede por pressão de provedores como Sprint, Verizon e Smart. Apple e Google criam novos aplicativos enquanto Facebook e Twitter defende uma nova política de privacidade para seus usuários. A discussão sobre o futuro da internet ainda precisa ser feito de forma madura por seus protagonistas.

A União Europeia lança novas leis de regulação da internet para permitir uma proteção ao usuário além de garantir que se tenha uma competição no mercado. A decisão do parlamento europeu de pedir a divisão do Google pode ter pouco efeito prático, mas tem uma enorme carga simbólica para aqueles que defende uma internet menos capitalista além da livre-circulação de informação sem fins lucrativos como ativistas e sites de conhecimento como a enciclopédia virtual Wikipedia e o próprio Google.

A decisão do parlamento europeu mostra uma nova forma de conter uma gigante da tecnologia dentro dos limites da lei europeia. Isto força a criação de novos protagonistas para concorrer com o Google tanto na coleta de informações quanto na publicidade de negócios em outros nicho onde a companhia trabalha. A Europa mostra que está determinada a encarar um gigante não pela censura, mas sim com regras claras do jogo. Os europeus vão ter uma grande luta pela frente contra o monstro Google.

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