O milagre de Juncker

A Europa vive uma crise econômica e de credibilidade após o desarranjo fiscal dos países do sul do velho continente. Após as palavras do Papa Francisco que afirmou que a Europa é velha e desfigurada ditas ontem em discurso no parlamento europeu. Hoje, o presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker anunciou um plano econômico de 315 bilhões de euros. Somente 21 bilhões viriam de cofres públicos a maioria dos investimentos seria feito pela iniciativa privada como forma de estimular a economia.

Juncker mostra um plano ambicioso para reativar o crescimento econômico na eurozona. Tal programa foi elogiado pela Chanceler alemã Angela Merkel. A posta no setor privado como indutor desta nova era de expansão econômica mostra uma nova atitude de Bruxelas. Se semanas atrás, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, defendeu a emissão de títulos da dívida pública europeia como forma de estimular os investidores a financiar este momento onde a economa patina para crescer.

O plano de Juncker pode lembrar o New Deal, o programa de investimentos públicos feito pelo então presidente americano Franklin Roosevelt nos anos 1930. Roosevelt enfrentava um cenário de depressão econômica. A criação de programas assistenciais e de financiamento público de obras de infraestruturas, gastos militares além do fato do surgimento de um estado de bem-estar social que permitiu atender as demandas de uma população desassistida pelo governo.

Mas a diferença está na crença que o setor privado pode revitalizar a economia europeia que tem problemas estruturais para acompanhar o ritmo mundial com os Estados Unidos crescendo de forma concreta e desaceleração do crescimento chinês após décadas de taxas acima do dez por cento e uma velocidade de dobrar o tamanho do PIB em um espaço de mais de 30 anos. Entre os países europeus, só o Reino Unido cresce, mas a população ainda vive uma crise do custo de vida citada pela oposição trabalhista.

Juncker propõe um novo milagre econômico durantes estes cincos anos no comando da comissão europeia. O ex-premiê luxemburguês tem a missão de conquistar a confiança dos mercados e dos chefes de estado e do governo de países-membros da União Europeia. O discurso que fez hoje no parlamento europeu mostra que ele fez uma aposta tanto acertada quanto arriscada. Mas para a economia poder recuperar o ritmo de crescimento é preciso que os europeus confiem no milagre de Juncker.

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