A decepção americana

Nos últimos dias, o presidente americano Barack Obama mostrou ser uma decepção para os americanos. A demissão do secretário de defesa Chuck Hagel e a revolta da população da cidade de Ferguson após a decisão do juri de não condenar o policial Robert McCulloch mostra que um líder que prometeu mundos e fundos não consegue oferecer uma nova América sem preconceitos e fora da crise econômica de 2008 e das guerras do Afeganistão e Iraque que herdou do ex-presidente republicano George W. Bush.

Obama decepcionou uma grande parcela do mundo que acreditava na versão arco-íris de um planeta onde o dialogo é a melhor forma de resolver as contendas internacionais. Tanto que as autobiografias dos ex-secretários de Defesa como Robert Gates e Leon Panetta mostram as duras críticas feitas pela falta de tato do mandatário americano nas questões militares. Os chefes do Pentágono tanto em Duty (Gates) quanto Worthy Fights (Panetta) relatam a indecisão de Obama neste aspecto.

A morte de Michael Brown e outros casos onde jovens negros são mortos por policiais mostra como a questão é muito complicada. Tanto que o procurador-geral Eric Holder pediu demissão hoje por causa da controversa decisão do juri. A população de Ferguson quer justiça, mas esbarra no complexo sistema judiciário americano onde um policial não pode ser indiciado dado as provas apresentadas apontam que foi um ato de legítima defesa sem levar em conta que Michael Brown estava desarmado.

Tais casos mostra um presidente hesitante que não sabe lidar com situações complicadas. A decisão de fazer uma reforma imigratória sem consultar o congresso, que tinha um projeto bipartidário sobre tal assunto. Obama não sabe fazer uma política de dialogo com a oposição republicana, que está interessada nessa reforma a sua maneira para tentar agradar o eleitorado latino, o maior beneficiado de uma eventual mudança no sistema imigratório e no acesso de programas de auxílio social.

Se Obama quer recuperar a credibilidade do início do mandato. Ele precisa dialogar com os republicanos e ser mais enérgico com as questões militares. A demissão de Chuck Hagel não vai resolver o problema. O presidente americano precisa encontrar um nome de consenso entre democratas e republicanos. Mas o hesitante presidente deverá parar de fazer discursos inspirados e ser mais realista com os americanos. A decepção americana em Obama irá perdurar até 20 de janeiro de 2017.

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