As dores do acordo

Há poucos minutos, a rede de tv britânica BBC anunciou que o Irã e as potências ocidentais não chegaram a um acordo sobre o controverso programa nuclear iraniano. Ambas as partes concordaram em estender as negociações até junho de 2015. Desde do ano passado, o país persa tem adotado um tom conciliado, mas sempre exigindo respeito sobre a suas atividades como enriquecimento de urânio e uma contrapartida ocidental para eliminar as sanções econômicas.

As negociações em Viena são de fundamental importância para a questão nuclear iraniana. O país já tem um know-how em enriquecimento de urânio além de desenvolver uma tecnologia nuclear mesmo com as sanções ocidentais. Mas ainda desperta a desconfiança que vem desde do mandato do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad que sempre tinha uma fala agressiva contra o ocidente e seu grande aliado no Oriente Médio, Israel.

As ameaças de remover Israel do mapa ainda ecoam na mente do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Tanto que ele elogiou o fato de Irã e o ocidente não chegaram a um acordo. Isso só demosntra o temor de um Irã nuclear. Os países do golfo pérsico temem um Irã forte que possa apoiar os grupos xiitas em uma revolta contra monarquias sunitas como aconteceu no Bahrein em 2011, que só foi controlado graças a ajuda da Arábia Saudita.

Isso pode influir nos preços do barril de petróleo que estão abaixo de 100 dólares cada. As monarquias árabes querem manter este preço baixo enquanto aliados do Irã como a Venezuela desejam diminuir a produção para aumentar o valor de tal commoditie. Não se sabe a posição iraniana neste caso.  Se o Oriente Medio vier a ser um oásis da paz, a extração irá aumentar além de ser um fornecedor confiável desde da crise de 1973.

Com o prazo estendido mais uma vez por ambas as partes. Isso pode facilitar a negociação de um acordo nuclear que tanto Irã quanto Ocidente podem fazer. As questões como as sanções econômicas e o enriquecimento de urânio para as usinas nucleares locais possa ser discutidas de forma justa e honesta. Mas as negociações estão mostrando que o dialogo é a melhor solução de problemas desde que se abandone as retóricas agressivas.

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