Os fantasmas do passado

Semana passada, o programa Imagine (BBC One) exibiu um documentário em duas partes sobre a arte que era odiada pelo líder nazista Adolf Hitler. Obras do modernismo e do expressionismo alemão foram confiscadas pela polícia secreta Gestapo de famílias judias que tinha uma vasta coleção de pinturas e desenhos. Isso era classificado como arte degenerada e tinha que ser vendidas as pressas por marchans como Hildreband Gurlitt.

Gurlitt era um simples comerciante que foi alçado no círculo de poder nazista por confiscar obras de arte de abastadas famílias judias. A pilhagem era feita de forma sistemática e eficiente. O marchan gozava de grande prestigio entre os oficiais nazistas. Gurllit conseguia comprar e vender quadros considerados degenerados para montar o sonhado museu de arte nazista pensado por Hitler nos projetos de modernização da capital alemã, Berlim.

Após o fim da segunda guerra mundial. Hildebrand foi para a Suiça junto com a sua família para escapar dos julgamentos dos tribunais de desnazificação. Ele prestou um depoimento a oficiais americanos e negou a existência da coleção e afirmou que nunca foi membro do partido nazista. Gurlitt voltou a Alemanha anos depois e foi reabilitado como historiador em especialização de arte e ajudou a fornecer obras de sua coleção controversa para exposições alemãs.

A maioria das famílias judias estão com ações judiciais para recuperar as pinturas e desenhos que lhe foram roubadas pelos nazistas durante os doze anos que estiveram no poder na Alemanha. Como a família Hess e o advogado David Toren, que exigem a devolução de sua coleção de arte que sumiu da face da terra depois da derrota nazista. Isso tem sido feito por negociações envolvendo as mesmas e o governo alemão como forma de evitar batalhas jurídicas.

A coleção de Gurlitt foi descoberta em um apartamento de seu filho, Cornelius em novembro passado. Ele morreu em junho depois que a coleção foi confiscada pela justiça alemã como forma de devolver tais quadros para as famílias judias. Uma nova onda de processos judiciais exigindo a devolução deste acervo aos seus verdadeiros donos pode se tornar uma épica batalha jurídicas que a família Hess ou David Toren estão ansiosos para enfrentar.

 

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