Burkina Faso

Quando vemos o noticiário africano. Sempre temos notícias de golpes militares, presidentes que se eternizam no poder e uma população ansiosa por mudança. Hoje, após 27 anos no poder, o presidente de Burkina Faso, Blaise Compaoré foi derrubado por uma junta militar que vai iniciar um governo de transição. Mais cedo, Compaoré deu uma declaração onde anunciou a imposição do estado de emergência que seria imposto pelos militares para conter a revolta popular.

Isso foi resultado de uma revolta popular no país após o anúncio de Compaoré de ser candidatar a um quinto mandato presidencial mesmo que a constituição não permita isso. A oposição pediu a renúncia do presidente como a única forma de resolver a crise política que afeta o país. Não se sabe as intenções de Compaoré, se ele vai ser manter no poder ou anunciar sua renúncia nos próximos dias como forma conter a insatisfação popular.

A população está revoltada com a eternização de Compaoré. É um sintoma da síndrome dos líderes africanos que ficam no poder porque se acham importante para vida do país. Burkina Faso é importante aliado de França e de Estados Unidos para combater o terrorismo do magreb islâmico na região do Sahel. Compaore chegou ao cargo via um golpe em 1987 contra o então presidente Thomas Sankara e desde de então. permaneceu via mudanças constitucionais

O chefe das forças armadas, general Honore Traoré, anunciou que um governo de transição será formado após a consulta dos partidos representados no parlamento. Entre outras medidas anunciadas estavam: a dissolução da assembleia nacional e a imposição do toque de recolher durante a noite em todo país. A população quer saber quem está comandando a nação africana depois da deposição do presidente Blaise Compaore.

Neste momento, nenhum líder mundial ou entidade repercutiu a queda Compaore. Isso mostra quão o mundo foi surpreendido por está revolta popular. A ONU vai enviar o seu enviado especial para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, a Burkina Faso para mediar a crise política. Há poucos minutos, Compaore anunciou a sua intenção de permanecer no poder mesmo sob um governo de transição e de união nacional. Pelo jeito, a revolta continua em Burkina Faso.

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