O velho B.B. King

Nos tempos onde os comerciais fazem de tudo para encantar o telespectador. Este que vos posta fica vendo as transmissões de futebol americano e assisto os intervalos com anúncios interessante. Um comercial da montadora japonesa Toyota cuja a estrela é o lendário cantor e guitarrista de blues B.B. King. Uma fã lhe mostra uma das guitarras que ele apelidou como Lucille. King assina tal instrumento como uma forma de agradecimento por recuperar uma parte de sua história.

B.B. King é um daqueles caras que estão em extinção. Ele toca suas músicas de forma magistral e encanta o público com canções como In The Midnight Hour. King é um sobrevivente da segregação racial do sul dos Estados Unidos nos anos 1960. Sua música foi capaz de unir todos os americanos não como o proselitismo da superioridade negra sobre a supremacia branca. A lenda contou suas histórias dos tempos das lavouras de algodão até a ascensão de Barack Obama.

Ouvir B.B. King é como aprender a música americana de raiz. O blues nasceu como uma forma de negros expressarem suas tristezas e desilusões sobre o mundo que viviam. A alma da música era cantada Buddy Guy e Muddy Walters. Eles não queriam a pena dos brancos, mas sim o respeito pode fazer algo de excelente qualidade. O ritmo dominado por uma guitarra suave, um baixo que dita o rumo além de belas vozes que falam dos problemas e alegrias no mesmo tom.

A música atual é dominada por uma ostentação desnecessária. Os rappers tem todo o direito de falar de sua trajetória humilde e sem esperança para conquistar o trinômio carros-dinheiro-mulheres. Mas quando ouço B.B. King, sinto que tais canções são uma poesia de alguém que superou os problemas de forma gentil e cantando suas alegrias e decepções com um simples ato de cantar e encantar as pessoas mostrando que é possível fazer sucesso e ter uma carreira extraordinária.

O comercial da Toyota é uma grande homenagem para alguém que mostrou ao mundo que as canções  dos negros do sul dos Estados Unidos foi uma forma de integrar uma sociedade dividida. Ouvimos músicas que não nos identificamos no começo, mas quando ficamos encantados pelo seu ritmo despretensioso e cativante. Um mundo de possibilidades se abre em sua mente como uma explosão cultural. Por isso que sempre escuto B.B. King como forma de viver a vida.

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