Cameron e suas rusgas com a União Europeia

Desde de sexta-feira passada, o primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou que o Reino Unido não irá pagar 1.7 bilhão de pounds (ou 2.1 bilhões de euros) para a União Europeia no dia 1º de dezembro. Isso gerou uma reação ríspida em Londres. Cameron iniciou mais de suas rusgas contra a UE. Isso começou com o veto contra o pacto de controle de orçamentos de países-membros em dezembro de 2012 e continuou com a questão do referendo sobre o status do páis na entidade europeia em janeiro 2013.

Hoje, Cameron afirmou que a cobrança é inaceitável durante uma sessão da câmara dos comuns. Está é mais uma das rusgas entre o primeiro-ministro e a União Europeia. O premiê está determinado em fazer mudanças nos status do Reino Unido na UE. Sua oposição contra a eleição de Jean-Claude Juncker para o cargo de presidente da comissão europeia ou exigir uma mudança na organização mostra que o líder britânico está disposto em travar uma guerra em favor de uma mudança na entidade.

Isso é uma luta inglória. O primeiro-ministro quer uma União Europeia menos federalista e que possa dar mais liberdades para os países-membros. Dentro do Reino Unido, Cameron sofre a oposição dos trabalhistas e de MPs eurocéticos tanto conservadores quanto do partido nacionalista UKIP. O eurodeputado Nigel Farage ganha apoio na população britânica por sua posição cética a Europa e defendendo o seu populismo anti-imigração.

Antes de recusa do pagamento; Cameron afirmou que irá conter a onda de imigração de cidadãos de países-membros da UE para o Reino Unido. Ele foi criticado pelo presidente da comissão europeia, o português José Manuel Durão Barroso, que afirmou que isso é contra o princípio da livre-circulação de pessoas que a União Europeia sempre defendeu desde da fundação da entidade em 1957. O momento de Cameron é muito preocupante pelo fato do país está perto das eleições gerais de 2015.

O primeiro-ministro tem adotado um discurso beligerante contra a União Europeia. As reformas que ele defende para a UE podem permitir uma organização mais dinâmica e menos burocrática. Mas outros países como Alemanha e França estão resistentes as mudanças defendidas pelo premiê. As rusgas de David Cameron continuarão ao menos que suas demandas possa ser atendidas nos próximos meses e ser aprovadas pelo referendo de 2017. Mas agora, Cameron continua com a sua briga com Bruxelas.

 

 

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