Ucrânia e Tunísia

Amanhã, ucranianos e tunisianos vão as urnas para escolher um novo parlamento. As eleições são importantes para a consolidação de conquistas como a democracia para a Tunísia ou das reformas pró-União Europeia na Ucrânia. As votações acontecem em momentos distintos como a nova constituição em Tunis e a revolta separatista no leste da Ucrânia. O domingo entrará para a história destes países como um simples gesto como o de votar faz diferença na vida da população.

Na Ucrânia dividida por uma guerra fratricida entre Kiev e os separatistas de descendência russa que moram no leste os país. Governo e rebeldes tentam um acordo de paz. A recente lei que permite uma autonomia do leste pelos próximos três anos. O presidente Petro Poroshenko tenta negociar o fornecimento de gás para o páis durante o rigoroso inverno no leste europeu. A renúncia de Arseniy Yatseniuk libera o caminho para um parlamento mais reformista e menos beligerante com Moscou.

Na Tunísia, após a revolução de Jasmim, que derrubou o ditador Zine Abedine Ben-Ali em janeiro de 2011. O país viveu uma pacífica transição com eleições para a escolha de uma assembleia constituinte que redigiu uma nova constituição. Mas luta entre extremistas e as forças de segurança impediu maior avanços sociais. A disputa entre o partido islamita Ennahda e o laico Nidaa Tounes pode permitir formar um governo de união nacional e a escolha de um novo presidente.

Ambos os países vivem entre o oceano da incerteza e o céu da esperança. As populações acreditam que dias melhores virão para que tais nações possam se recuperar de um passado violento. Os tunisianos não querem um radicalismo de um lado ou o rumo do autoritarismo enquanto os ucranianos querem ter o direito de tomar conta de seu próprio destino sem a interferência de Moscou ou a pressão ocidental. Ambos querem votar por um futuro melhor.

Este domingo 26 de outubro será histórico para que estes países digam ao mundo o seu desejo por uma democracia e ser aceitos pela comunidade internacional do jeito que eles são. Ambos tem culturas tão diferentes, mas a população clama por ser ouvida de forma honesta. Se a Ucrânia carrega a esperança da resistência contra um inimigo tão poderoso como a Rússia. A Tunísia anseia por um governo de união entre a elite laica e a população islâmica. Esse não é um dia qualquer.

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