Gough Whitlam

A Austrália sempre foi um país onde a sociedade tinha um pavor por reformas que mudassem a sua história. O território praticou políticas repressoras contra a imigração de pessoas não-brancas, ocultou o nascimento de bebês de mães solteiras ou reprimiu os direitos do aborígines. Isso mudou com a eleição do primeiro-ministro trabalhista Gough Whitlam. Em apenas três anos, ele mudou este cenário tenebroso com atitudes firmes e que deram impulso para um nova Austrália.

Um homem em tão pouco tempo fez as reformas que mudaram o país morreu hoje aos 98 anos. Ele foi eleito em dezembro de 1972 para encerrar os 23 anos de governos conservadores. Whitlam era um daqueles homens que previu o futuro de um país com simples gestos como a retirada das tropas australianas da guerra do Vietnã e a aprovação da imigração de pessoas de origem não-européia como africanos e asiáticos. Um premiê que se atraveu a enfrentar o status quo pelas causas justas.

Em 1975, Whitlam perdeu o cargo após o governador-geral Sir John Kerr demiti-lo e apontar o conservador Malcolm Fraser para ser um premiê interino. Mas as reformas que fez foram de suma importância para Austrália atual. Tanto que os trabalhistas e conservadores reconheceram o legado de Gough Whitlam nas redes sociais como o primeiro-ministro Tony Abbott e o líder da oposição trabalhista Bill Shorten descreveram a importância do legado do ex-premiê.

Os australianos viram Gough como aquele ser que pode mudar a vida das pessoas em menos de 3 anos. Ele não quis se eternizar no cargo como fez o trabalhista Bob Hawke ou conservador John Howard. Whitlam se preocupou em fazer as reformas que achava ser necessárias para o futuro de um país multifacetado. Ele quis apenas mudar um panorama desolador e autoritário para uma sociedade mais humana sem precisar de ideologias ou projetos mirabolantes.

Neste momento, os australianos estão iniciando um novo dia relembrando o legado de Gough Whitlam como uma forma de reflexão para a Austrália moderna, que vive a expectativa por um referendo que analisa a mudança de status da população aborígine em novembro e uma ampla discussão sobre a imigração ilegal onde o primeiro-ministro Abbott promete conter tal onda migratória com uma política repressora. Após disso, a população tem a dizer uma coisa: Obrigado Whitlam.

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