A democracia de Park Geun-hye

A Coréia do Sul é um país desenvolvido nos escombros de uma guerra com a Coréia do Norte. Agora, a democracia conquistada depois uma luta entre os militares e os estudantes nos anos 1980 está em frangalhos. Desde da tragédia da balsa em Sewol até o processo criminal contra o jornalista Tatsuya Kato, correspondente do jornal de extrema-direita Sankei. Os dias de liberdade estão sendo tolhidos por políticos que não aceitam as críticas merecidas de uma população descrente.

Nos últimos meses, a Coréia do Sul tem sido palco de uma ampla censura contra aqueles que são críticos da presidente Park Geun-hye. Os jornais sul-coreanos como o de centro-esquerda “Hankyoreh afirmou em sua edição de 11 de outubro: “Ainda que o jornalista possa ser criticado no nível ético”; “não há nenhuma razão para que ele sofra processos criminais.” E o jornal suspeita de um “indiciamento por motivos políticos.”

Kato foi indiciado pelo crime de difamação, cuja a pena é 7 anos de prisão. O correspondente questionou o sumiço da presidente durante as primeiras horas do desastre marítimo. Mais dois jornalistas, Kim Ou-joon e Choo Chin-woo, serão julgados em dezembro pela mesma acusação por terem citado o irmão da líder sul-coreana,  Park Ji-man, no envolvimento da morte de dois parentes na família Park em 2011.

Isto cria um clima de tensão no país. As famílias das vítimas da tragédia de Sewol tem acampado nas ruas de Seul para exigir uma ampla investigação sobre a atuação da guarda-costeira e da tripulação da balsa onde os jovens estudantes estavam. Eles desconfiam da atuação de Park além do fato de questionar como o status quo sul-coreano não se importa com seus dramas pessoais. Isto é nitido na forma como os parentes são tratados de forma rigorosa pela população local.

O fato que os artistas também são censurados é preocupante. Eles não podem fazer nenhuma crítica contundente ao governo sob a mesma acusação de difamação. Tanto que as galerias estão preocupadas em não vender obras de arte que soam ofensivas ao governo. Park Geun-hye vive sobre a desconfiança por ser filha do ditador Park Chung-Hee. Mas a jovem democracia sul-coreana terá que lidar com as opiniões polêmicas e as críticas que o governo teme.

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