O debate da troca de farpas

Ontem, a Band realizou o primeiro debate presidencial deste segundo turno. Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) protagonizaram a maior troca de farpas na história recente. Invés de discutir propostas, eles quiseram debater o legado do governo FHC ou abordar o escândalo da Petrobras. A forma como o debate foi organizado permitiu este deserto de ideias como foi mostrado para uma população que quer uma mudança em suas vidas e não um festival de picuinhas de petistas contra tucanos.

Isso torra a paciência do eleitor. Todo candidato que se preza quer discutir suas ideias como se fosse algo revolucionário ou cria uma entropia no consciente coletivo da população. Quem assistiu o debate sentiu falta de assuntos como política externa ou um novo modus operandi para as forças armadas. PT e PSDB vivem um momento onde a polarização criou teias de aranha em seus cérebros. Eles só querem discutir quem foi o pai do atual periodo de prosperidade econômica e social de um país como o nosso.

A troca de farpas entre Dilma e Aécio só cria a sensação do mais do mesmo. Dilma cita Lula como se fosse o pai do Brasil enquanto Aécio fala de FHC como o grão-tucano que mudou o país. Está é uma disputa eleitoral de 2014 e não 1994 ou 2002. Não queremos um passo atrás como propoem tais postulantes. Mas eles se esquecem que o eleitor é um ser inteligente e que precisa ter sua inteligência respeitada de uma forma simples. Isso permite que a pessoa escolha melhor seu candidato.

Dilma e Aécio ficaram em um lenga-lenga prejudicial a democracia. Eles discutiram mais sobre o Minas Gerais (estado onde Aécio foi governador) do que uma política para o Nordeste por exemplo. Os candidatos ficaram reféns de seus marqueteiros e suas estratégias de ataque. Não sei porque adotam isso porque é inutil para quem quer ser um presidente de uma nação como a nossa que tem tantos problemas estruturais e sociais que não são resolvidos em uma simples canetada.

Amanhã, Aécio e Dilma irão se enfrentar no debate promovido pelo portal UOL, a rádio Jovem Pan e a rede de tv SBT. Os candidatos não sabem ainda a reação do público ao primeiro embate. A troca de farpas vai continuar como forma de chamar a audiência ou falta de propostas de ambos os candidatos. Vamos necessitar da mais paciência porque o deserto de ideias onde eles vivem continua a mandar em seus cérebros enquanto temos uma população quer propostas e não troca de farpas.

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